London
Que momento melhor que decidir voltar a escrever eventualmente se não agora, que vou morar por quase quatro meses em um país diferente?
Cheguei em Londres hoje, às 9:50pm horário local, depois de uma longa viagem que começou em Porto Alegre, fois a Guarulhos, Toronto e finalmente, London’s Heathrow Airport. Sei, sim, baita mão de obra ir até Toronto, mas eu fui, e ponto.
No caminho, conheci em especial dois senhores muito legais. O primeiro era sócio do cara que fez o design do Blackberry, eu perguntei se ele se sentia orgulhoso por isso; ele disse que sim, mas não me pareceu muito confiante não. O que não deixou dúvida é que continua grande amigo do cara, e que faz trabalhos de caridade no Paraguai. No trajeto de Toronto pra Londres, um outro senhor se sentou ao meu lado. Inicialmente aparentando grande simpatia e conhecimento, mas quando perguntou se eu falava “brazilian” já começou a cair a ficha; quando não entendeu o que era “that thing which is made lots of times by wood, that gives us wind rounding around itself when the day is very hot” dito de forma pausada, ordens diferentes e acompanhado de gestos, aí eu comecei a desconfiar. Talvez por no Canadá (onde ele mora, embora seja inglês) não fazer calor pra ventilador, ele não saiba do que se trata. (Fan, by the way)
No final das contas, fiz uma viagem tranquila, apesar de muito cansativa. Cheguei pelas 10:30pm na minha nova casa, e por sorte quase todos os integrantes dela estavam presentes! Foi super bem recebida, todos foram uns amores, e olha que já conheci a grande maioria de onze pessoas! Amanhã, por coincidência, vai rolar um churras de despeida pra um dos guris que tá indo embora depois de um ano por aqui, e já vai ser um de boas vindas pra mim, no final das contas! Vai ser bom pra conhecer o resto do pessoal.
Amanhã é domingo, vou ver se consigo pegar abertas as lojas pra poder comprar máquina fotográfica e chip pro celular; além de, claro, dar uma explorada por aí! Ví muito pouco da cidade, só o caminho do aeroporto até a casa, de tão cansada que eu estava, fui pescando o caminho inteiro. Meu transfer era um cara da Turquia, Átila, o nome dele, um fofo.
Quanto à grande descobertas, só dicas com as gurias de como viver sem depilação com cera (ou pagando muito por ela), como arrumar o chuveiro caso ele fique com a água fria (o banho aqui, por sinal, é delicioso!), onde colocar minhas roupas, comidinhas, lavar e secar roupa. Ah, e claro: Kinder Bueno aqui pode ser comprado por £0,12, ou que dá uns R$0,50; e tem pessoas nas ruas que te entregam ValeNúmeroMcDonalds por £1,99.
Quando perguntei sobre as regras da casa, além da básica que rege a vida de qualquer relacionamento – bom senso – me disseram que pum (não me venha com peido) só é permitido no banheiro ou acomodação. Haha Foi uma recepção bem engraçada e interativa, I liked it.
Bom, volto a escrever assim que tiver vontade, assim talvez fique mais fácil de ir contanto o que eu ando fazendo…
Então, respondendo à top pergunta de hoje via email e orkut: CHEGUEI BEM!
ElisaEng.
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Inferno astral?
Eu não sou do tipo supersticiosa. Tá bom que sempre ando com um olho grego, e até fico nervosa quando tenho que passar por baixo de uma escada, ou bato num espelho sem querer e essas coisas, mas é só. Astrologia então, leio o horóscopo por curiosidade e fim de papo. Mas ultimamente as coisas mudaram.
Resumindo a ópera, em um mês eu: peguei uma gripe horrível que me deixou uma semana de cama em casa (a suína, talvez), tive infecção urinária, o olho grego que ficava pendurado no espelho retrovisor do meu carro despencou, o remédio que eu tomo simplesmente parou de ser distribuído, um cara quase bateu no meu carro e no dia seguinte acabei raspando o carro num poste, tomei uma multa e briguei com o namorado dias antes do aniversário de um ano e meio.
Ao menos brigas se resolvem, multas se pagam, remédios se substituem, doenças se curam e carros se consertam.
Chame de coincidência se quiser, eu adotei “macumba” ou “olho gordo” como denominação. Vou tomar banho de sal grosso, deixar um pacotinho dele atrás da porta do meu quarto, comprar outra figa (é, perdi a minha, mas não foi nesse mês, então não conta), tomar mais cuidado com escadas, espelhos e pessoas tossindo. Talvez eu dê mais sorte.
Minhas amigas disseram que eu tenho que deixar passar meu aniversário, que isso é só inferno astral. Depois do dia 19 de setembro eu volto.
ElisaEng.
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Torcedora passiva indignada
Embora seja colorada e não pretenda mudar de time, eu não sou fã de futebol. Às vezes dá uma louca e eu me empolgo com um jogo, ou na copa do mundo, mas não faz parte do meu dia-a-dia.
Mas mesmo não sendo uma boa torcedora, eu não pude ignorar esse jogo de quinta-feira passada no Olímpico, Grêmio X Cruzeiro, isso porque não dava pra parar de ouvir os comentários no rádio da violência que se instalou na entrada do estádio, onde milhares de torcedores, sócios e não-sócios foram barrados e não puderam entrar para assistir a final.
Houve problema na organização do jogo, isso é fato. E os brigadianos foram instruídos a dar porrada mesmo, nos torcedores mais exaltados. Até acharia certo se fosse só por uma questão de tentar conter a torcida, que, segundo imagens mostradas no Jornal do Almoço no dia seguinte realmente estavam tentando arrombar os portões; mas eles (os brigadianos) abusaram, e muito, da posição de autoridade e da força (leia-se cacetetes) contra os torcedores. E não só contra os exaltados.
Sei disso porque eu passei quase três horas da noite de quinta-feira na Polícia Civil e no Pronto Socorro, acompanhando meu namorado que buscou às pressas o irmão que foi espancado ao tentar SAIR do estádio com um amigo. Uma brigadiana, aparentemente a superior, chamou cinco colegas pra baterem nos dois. Por sorte eles estão bem, com hematomas mas bem; os seus “colegas de quarto” no atendimento nem tão bem assim.
O mais engraçado é que no Pronto Socorro só se via azul , branco e preto. A torcida resolveu ir pra lá assistir o jogo, e quase todos pelo mesmo motivo.
ElisaEng.
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Liberdade e Twitter
Finalmente, mais uma provinha e estou de férias. Isso significa que acabou o trabalho do blog, que eu não preciso mais postar coisas referentes a remédio e saúde aqui. Agora eu to livre, posso escrever sobre o que eu quiser, sem unidade nenhuma fazendo o carnaval que eu bem entender. Gostei muito desse negócio de blog, então talvez eu continue nessas de escrever por aqui algumas coisas, mas não prometo nada, eu sou meio preguiçosa às vezes…
Nesse final de semana eu percebi quanto o Twitter é demais! Eu sigo um cara dos Estados Unidos que tava acompanhando o jogo Brasil X Eua, e ele tava escrevendo a respeito do jogo no Twitter. Claro que no primeiro tempo eu fiquei bem quietinha, mas depois da virada tive que destacar o placar e dar uma risadinha. Ele respondeu, não diretamente pra mim, mas em uma de suas tuitadas, dizendo que os Eua estão na copa, e estarão competindo (foi amigável, por mais rude que possa parecer).
O legal é que dá pra conhecer, falar e ver o que pessoas de todos os lugares do mundo que estejam ligadas ao Twitter pensam. Encontrei um parente do Canadá até! Com quem eu já tinha estabelecido contato, mas tinha perdido por problemas informáticos. Poxa, a quantidade de oportunidades que tuitar pode nos oferecer tá me surpreendendo.
Vou passar as minhas férias tuitando, eu acho.
ElisaEng.
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Coca, no te quiero.
Já é comprovado que refrigerantes, principalmente os à base de Cola fazem mal à saúde, trazendo problemas dentários, contribuindo para obesidade e o diabetes.
Mas agora pra melhorar aiiinda mais a imagem deles, um estudo sugere que o consumo excessivo do líquido pode causar problemas musculares e no coração.
Não vou dizer que não gosto de refri (embora goste mais quando estão sem gás, e use uma colherinha pra isso, causando quase um ataque de nervos aos que observam a cena), e, pasmem, prefiro Pepsi à Coca Cola; mas evito ao máximo satisfazer minha sede com esses troços.
Certamente meus filhos vão me ver fazendo com freqüência aquela experiência de deixar um ossinho dentro de um copo de refrigerante por um dia, para ver o que acontece… hehe
ElisaEng.
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Pinguins atletas
“A Nova Zelândia organizou entre 10 de abril e 10 de maio uma competição para pinguins chamada de ‘Penguathalon’. No evento realizado em Orakei, as aves marinhas disputaram futebol, surfe, frisbee (arremesso de disco), corrida com bola e swing nall, no qual é preciso rebater a bola com força e efeito para tirá-la do alcance adversário, segundo o jornal inglês ‘Daily Telegraph’.”
Pinguins saudáveis esses… (atenção à atenção à nova regra ortográfica.)
ElisaEng.
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Maconha pela medicina
Aconteceu nesse sábado, 9 de maio, a marcha da maconha lá na Redenção, e claro que criou polêmicas: os pais de filhos que começaram a fumar maconha e logo “evoluíram” pra cocaína estava furiosos, e até foram no movimento com o intuito de denunciar qualquer tipo de apologia ao uso de drogas, já que é considerado crime “induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido da droga”.
Em contrapartida, um participante do movimento a favor da legalização da droga, disse que eles “questionam a lei com a intenção de descriminar e regulamentar a produção, a comercialização e os usos. A palavra é utilizada no plural porque o uso não é só recreativo, mas também industrial e medicinal, já que a Cannabis é benéfica no tratamento do câncer, da AIDS e do glaucoma”.
A marcha foi pacífica, e os integrantes usaram a frase “o que não pode ser debatido numa democracia?” como slogan de divulgação. Em outros estados, como São Paulo, Goiânia, João Pessoa, Fortaleza e Salvador ela foi proibida pelo Ministério Público.
Segundo a revista Arch Gen Psychiatry, publicada em junho de 2000, os cientistas chegaram à conclusão de que a maconha, ou mais especificamente o THC, seu agente mais estudado até hoje, trazem benefícios medicinais sim, principalmente para doenças que causam muita dor no paciente (como AIDS, câncer, esclerose múltipla, o tratamento quimioterápico e o pós-operatório), e para o estímulo do apetite no caso de doenças que tiram a fome, como AIDS e câncer.
Mesmo assim, só existem pesquisas aprofundadas sobre o THC, enquanto que outras substâncias ainda não são conhecidas devidamente, e isso pode causar efeitos indesejados nos pacientes. E pelo que disseram os pesquisadores no ano 2000, a maconha só vai alcançar a legalização para tratamento medicinal quando for descoberta a substância pura, sem que seja necessário que o paciente fume.
Enquanto isso os que querem a maconha legalizada pelo lado recreativo da coisa vão ter que esperar. Eu ainda não tenho opinião formada em relação a esse assunto, então comentários e opiniões serão super bem vindos! =)
ElisaEng.
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Do placebo ao corredor da morte.
Já estava com a idéia de escrever sobre isso, mas hoje quando meu irmão falou em “efeito placebo” em um contexto muito errado, decidi que já tava na hora!
Pra quem não sabe, placebo é uma “substância inerte ou inativa a que se atribui certas propriedades, e que quando ingerida pode produzir um efeito que as suas propriedades não possuem”, literalmente, segundo o “Boa Saúde”, página do UOL. A questão de produzir efeitos que as suas propriedades na verdade não possuem é o intrigante do placebo, aí entra a questão psicológica: nesse mesmo site citado acima, um tal de Dr. Rossi que estava em missão no Pacífico Ocidental contou um caso verídico, de um habitante nativo que teve um osso sagrado do feiticeiro local apontado para ele, juntamente com a promessa de que ele iria morrer em breve. O Dr. Rossi recebeu este amaldiçoado, que não apresentava qualquer queixa de dor, febre ou evidencias de doença, mas estava de fato extremamente doente porque havia acreditado que iria morrer. Depois de ser ameaçado de corte de suprimentos alimentícios, o feiticeiro apontou novamente o osso para o colega nativo, e disse que ele não morreria, que a maldição havia sido apenas um engano. “De uma fase de pré-coma o nativo passou imediatamente a uma fase saudável, com total força física, e na mesma tarde estava perambulando pela missão.”
É costume da comunidade científica, o uso do placebo para o teste de novos medicamentos. O teste se chama duplo-cego: é entregue o remédio a um grupo experimental, e o placebo ao grupo de controle; quem os toma não sabe a que grupo pertence, e os responsáveis pela avaliação dos resultados também não sabem quem faz parte de que grupo. Dessa forma são evitadas distorções nos resultados pela parte dos avaliadores, e os pacientes-teste sabem que talvez estejam tomando placebo, evitando efeito psicológico acentuado.
Mas não é só de cápsulas que se faz o placebo. Uma crença pode ter esse efeito, como é o caso do osso visto acima, e o das avós, que sempre ensinaram seus netos que uma história podia curar algumas coisas, um chazinho outras (a enfermeira do meu colégio também dizia isso com freqüência), e um beijinho outras mais.
O poder da mente é imensurável e até mesmo assustador. Estávamos conversando esses dias no intervalo, e surgiu uma história interessante a respeito disso. Um cientista, com o provável intuito de avaliar o efeito placebo, aplicou um teste em um preso que já estava no corredor da morte. Este preso foi posto em uma sala escura, de forma a ele não enxergar seus braços. Disseram a ele, que fariam cortes profundos nas veias de seus braços, e esta seria a causa de sua morte; e para ele foi. Na verdade, foram feitos apenas cortes superficiais, e ao lado dele, colocaram soro fisiológico pingando em bacias, de modo que ele acreditasse que era seu sangue enchendo-as.
Macabro, mas interessantíssimo.
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Agora com esse surto de Gripe Suína começaram a popularizar a higiene. Como é uma, se não a única, forma potente de prevenção contra a doença, ela tem sido recomendada com veemência à população dos países em risco. O Obama está sendo alertado incessantemente por diferentes órgãos da saúde, da periculosidade deste surto. Como resposta, ele pediu que a população por favor lave bem as mãos com sabonete e água corrente, por uns vinte segundos mais ou menos (com essa a campanha de não desperdiçar água vai pro brejo).
Claro que está mais do que certo nos utilizarmos da única arma que temos contra a doença, minha crítica não é em relação a isso; mas ter que pedir à população que ponha em prática no seu dia-a-dia atitudes básicas de higiene é pra cair os butiás do bolso da gente.
Não sei se só eu aqui sou meio chata com essa questão: não consigo ficar com mão melada ou suja, até a gordurinha que fica depois de comer pipoca me dá nos nervos; não cogito sair do banheiro sem lavar as mãos, mesmo se só entrei para escovar os dentes; só não lavo as mãos sempre depois de pegar ônibus, porque chego atrasada com freqüência e corro pra aula, se não lavaria todas as vezes sem exceções; e quando manuseio dinheiro então, nem se fala…
O fato é que eu sou bem fresca com isso, então não tenho certeza se é tão absurdo assim pedir que lavem as mãos. Até se fosse necessário que todos andassem com uma cebola no bolso para evitar o contágio, eu entenderia completamente, mas essa de ter que pedir para alguns que tenham o mínimo de higiene para que o mundo não seja contagiado e morra, não ta descendo.
Enquanto eu ainda não sei se to delirando, vou dar uma arrumada no meu quarto (ele ta precisando, e muito) e claro, depois tomar um bom de um banho, porque esse monte de tralha que tá em cima da minha escrivaninha deve estar cheio de poeira…
ElisaEng.
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Gramado, aí vou eu!
Eai gentem, demoro um pouquinho pra escrever porque eu penso nos assuntos pra postar, e não coloco no papel, digo, tela; a boa e velha falta de organização… hehe
Mas então ontem aconteceu uma coisa que me deixou tão feliz que eu não posso deixar de escrever. Eu fui tomar vacina, e dessa vez não sai do posto de saúde sem levar a “picadinha que não dói nada”! Hahaha É, sim, eu morro de medo e já fiz isso de fugir algumas vezes; em outras ocasiões dizia que só ia pro posto se pudesse levar meu gato junto (o Fifico), e meu pai até aceitou uma vez, mas quando me liguei que ele, o Fifico, teria que ficar no carro, eu voltei correndo pra casa, já que eu ainda estava nas escadas. Voltando ao assunto, como não me vacinava desde 2001 (é, pasmem) tomei coragem, coragem e mais coragem, recrutei o meu namorado pra tomar junto, e lá fomos nós. À proposito, se alguém me achou estranha ontem, foi por causa disso… e acreditem, eu tava, e muito!
A parte legal da história não é que eu tomei a vacina da Febre Amarela, nem que agora eu tô autorizada pelo meu pai a ir pra Gramado no próximo feriado, é que agora faltam só 4 pra eu colocar todas as que faltam em dia! E embora tenha sido dificiiiilimo ir até lá e tomar essa, ter ficado 1h até conseguir parar quieta, sendo que não tinha ninguém na fila, eu consegui superar um pouquinho o maior medo da minha vida
Ah, para os que forem tomar vacina no posto modelo, chamem a Malvina, que no meu caso foi a Boavilna (ha-ha) e que é um amor!
É gente, networking é tudo…
ElisaEng.
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